8 Teoria da evolução é ciência?

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    Mais concretamente, como podemos mostrar que evolucionistas têm se afastado da Ciência na apresentação de suas teses?
     
    Há, na verdade, a esse respeito, um verdadeiro vale-tudo em nome da Ciência. O que é consenso em termos de Ciência passa a ser descartado com a maior facilidade, se isso for conveniente. E olhe que não estamos aqui falando de erros convenientes do passado, de fraudes que se tornaram célebres com o intuito de validar o evolucionismo. NÃO! Estamos falando de casos concretos dos nossos dias, que reunimos neste capítulo.

    1. Um filme que apresentamos em nossas palestras nos mostra um argumento que mais parece uma piada.
    Em uma das cenas, mostrando uma floresta, o apresentador menciona suas árvores, constante-mente atacadas por gafanhotos e lagartas que se alimentam de suas folhas. Não podendo fugir, diz o narrador, essas árvores tiveram que tomar suas próprias providências para sobreviver. Para resolver o problema, algumas inseriram em suas folhas substâncias como o tanino, que tem gosto amargo. Outras, mais radicais, inseriram, também em suas folhas, estricnina e cianureto, que são fortes venenos.
     
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    O filme, entretanto, não menciona como as árvores tiveram "consciência" do problema! Quantas vezes erraram antes de encontrar as substâncias certas? Como encontraram as substâncias ade-quadas se não podem se mover e têm que ficar à mercê do que podem absorver do solo através de suas raízes? Sendo algumas delas venenosas, como essas substâncias não lhes causaram qual-quer problema ao serem inseridas em seus organismos?
     
    Essas perguntas não são apenas incômodas ou desconfortáveis! Elas são irrespondíveis e caracterizam a construção de uma história imaginária apenas para validar o evolucionismo.

    2. Recentemente, participamos de um debate em Belo Horizonte, onde uma das professoras participantes, a Profª Virgínia Abuhid, da PUC de BH declara que o fator principal a promover a evolução é a seleção natural. Infelizmente, estávamos em um programa de televisão, onde o tempo é sempre muito corrido. Caso contrário, teria pedido à professora o obséquio de informar como um fator da natureza que apenas seleciona caracteres já existentes e, por isso, tem o nome de seleção natural, poderia ser o responsável, por exemplo, pelo surgimento de pernas e pulmões em peixes, transformando-os em anfíbios, por dotar répteis de asas, transformando-os em aves, e assim por diante?
     
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    Esse raciocínio é tão primário que nem precisaríamos apresentar alguém de mais peso para confirmá-lo. Entretanto, veja, por exemplo, o que Roger Lewin escreveu sobre a seleção natural em artigo publicado pela revista Science:

    "A seleção natural, como característica central do new-darwinismo . . . pode ter um efeito estabilizante, mas não promove a especiação. Ela não é uma força criativa, como muitos têm sugerido" Science 217:1239-1240,1982.
     
    Na verdade, o que torna mais difícil a discussão acerca das origens é o fato de que muitos evolucionistas estão dispostos a declarar o que não pode ser comprovado e que nem mesmo conta com a anuência de seus colegas mais expressivos do mundo da Ciência.

    É curioso, também, que um canal do youtube tenha este vídeo postado como prova da evolução, informando, a quem o visita, que o vídeo é uma verdadeira aula sobre o mecanismo por excelência da evolução. Se esta colocação fizesse sentido, evolucionistas não teriam desconsiderado o mecanismo proposto por Darwin e partido em busca de um fenômeno da natureza capaz de alterar o código genético dos seres vivos.
     
    3. Em outro momento do mesmo debate de que participamos na TV Câmara de Belo Horizonte, o apresentador pergunta à Profª Cleusa da Fonseca, se as super-bactérias hoje encontradas nos hospitais são um exemplo de evolução. Sua resposta foi a de que não há dúvida a esse respeito, afirmando que, por força dos remédios que utilizamos para combatê-las, elas teriam se transformado, tornando-se super-resistentes, capazes de causar, nos seres humanos, infecções, por vezes, intratáveis.
     
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    Aqui se pode observar que há, na argumentação evolucionista, uma sinuosa mistura entre fatos que são inequívocos e interpretações concebidas para validar a argumentação evolucionista. Teriam as bactérias praticado algum tipo de ação e, assim, sofrido uma modificação genética que as teria tornado mais resistentes? Mais razoável teria sido entender que os remédios teriam tido o efeito de modificar geneticamente essas bactérias tornando-as mais resistentes. Ainda assim, entretanto, a ideia não teria sido cientificamente viável. Explicamos as razões:

    Em primeiro lugar, não há qualquer registro de que os antibióticos sejam substâncias mutagênicas. Eles não alteram o código genético das bactérias. Eles matam as bactérias! Em segundo lugar, pensar que uma substância mutagênica teria o efeito de causar uma única modificação nas bactérias, tornando-as mais resistentes a essas mesmas substâncias é pedir muito do acaso. Estranha-mente, não acontece o mesmo conosco, que sempre precisamos desses mesmos medicamente a cada vez que somos invadidos por algum tipo de agressor.

    Na verdade, a explicação para as resistentes bactérias que hoje encontramos nos hospitais, dos pernilongos que não parecem mais se incomodar com nossos inseticidas, é bem outra. Como seres vivos que são, eles não são todos iguais e, como nós, uns são mais resistentes do que outros. Alguns de nós, por exemplo, podem até morrer ingerindo camarão, enquanto outros não são afetados do mesmo modo.
     
    Por esse motivo a indústria que produz antibióticos e inseticidas tem que dosar esses produtos, não podendo ultrapassar certos limites, caso contrário seriam excessivamente nocivos para os seres humanos. Como resultado, antibióticos não são letais para as bactérias, matando muitas delas mas não todas, não as mais resistentes, que acabam sobrevivendo e se reproduzindo, o mesmo acontecendo com os pernilongos em relação aos inseticidas.
     
    As bactérias mais resistentes, então, se reproduzem mas, como elas carregam os genes da espécie, a nova geração é constituída de bactérias mais e menos sensíveis aos antibióticos. Novamente, morrem as mais sensíveis, enquanto as outras sobrevivem. Com o tempo estaremos diante de uma população de bactérias muito resistentes aos antibióticos.

    Agora, vou dar uma dica de uma experiência que a professora aqui citada pode realizar em seu laboratório. Comece com uma população de bactérias comuns e vá administrando doses crescentes de antibiótico até produzir uma população de bactérias muito resistentes. Em seguida, deixe essa população se reproduzir livremente por um tempo adequado e então se poderá observar que a população volta a ser constituída de bactérias comuns, como no início do processo. Esta experiência mostrará que nossa explicação é a correta interpretação dos fatos.

    Em tempo - Não será necessário colocar meu nome como co-autor do trabalho.

    4. Para encerrar este capítulo, reportamo-nos a um debate entre o Prof. Mario Cesar Pina, da USP e o Prof. Nahor Neves de Souza Jr, transmitido pelo SescTV. O apresentador, então, pergunta, ao Prof. Mario Cesar, se ele dispõe de exemplos de fatores evolutivos atuando no momento. Sua resposta, mais do que pronta, é um SIM com letras maiúsculas. Dizendo que há muitos exemplos mas que, naquele momento, se lembrava apenas de um, o professor cita um exemplo com salmões no lago Washington, nos Estados Unidos.

    Ele disse que, na década de 50, pescadores teriam levado um balde de alevinos de salmões, colhi-dos em outro lugar, e os soltado no lago Washington. Disse o referido professor que alguns desses alevinos se estabeleceram no rio que alimenta o lago, enquanto outros ficaram no lago, em uma margem adequada para a desova. Depois de todos esses anos, disse o Prof. Mario Cesar que hoje há duas espécies de salmões no lago, ambas originárias daquele balde de alevinos que, segundo ele, eram todos de uma mesma espécie.
     
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    É impressionante observar que, quando uma pessoa quer aceitar um determinado fato, vale qualquer argumentação, até mesmo o absurdo da história contada pelo Prof. Mario Cesar. A pergunta que não quer calar é: o que há de verdade nessa história? Ou melhor, o que há de científico nessa história?

    1. Em primeiro lugar, perguntamos: A história aqui relatada foi parte de algum experimento realizado por cientistas na década de 50? Está nos parecendo história de pescador. São os pescadores que têm o costume de ficar levando peixes de um lugar para outro.

    2. Em segundo lugar, quem examinou o balde de alevinos e conduziu experiências de laboratório para se certificar que os alevinos eram todos de uma mesma espécie de salmão?

    3. Em terceiro lugar, o lago Washington esteve fechado durante todas essas décadas para impedir que outros pescadores levassem para lá outros baldes de alevinos, possivelmente com outras espécies de salmão?
     
    As respostas a essas três perguntas são iguais: um sonoro NÃO com letras maiúsculas que invalida o caráter científico dessa experiência. Está nos parecendo que a única justificativa para este relato em que o professor procura validar a teoria da evolução reside, na verdade, no ateísmo que, durante o debate, ele diz professar.

    Esta lista poderia se estender ao infinito mas, repetimos, não é este o nosso propósito nesta série. Nosso objetivo, aqui, é apenas revelar como injusta a acusação dos evolucionistas de que o criacionismo alicerça suas conclusões em argumentações dogmáticas ou teológicas. De passagem, porém, vemos que a teoria da evolução, esta sim, não passa de fantasia da imaginação de homens de ciência, alguns até notáveis em suas áreas de especialidade, mas que, equivocados, pensaram poder explicar o enigma da origem da vida, e de todos os seus desdobramentos, através do naturalismo, uma filosofia abraçada por cientistas em geral mas, curiosamente, sem qualquer respaldo científico.
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