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Nesta série, tocamos em muitos pontos especialmente importantes. O principal, porém, foi que o criacionismo não faz recurso a argumentos religiosos ou teológicos para suas conclusões e tampouco extrai suas conclusões do texto bíblico.
Vimos, também, que cientistas em geral, e a mídia que os acompanha, têm uma ideia muito equivocada do que seja o criacionismo. Esperamos que esta série tenha servido para mudar este cenário. Ressaltamos, aqui, o fato de que não tivemos a intenção de abordar extensamente o conteúdo criacionista, mas apenas o necessário para nossos propósitos aqui explicitados. Para nossa surpresa, vimos que o Design Inteligente também mantém uma ideia equivocada a respeito do criacionismo, a julgar pela referência feita em seu manifesto.
No contexto aqui abordado, o único ponto de concordância com os pronunciamentos da SBPC diz respeito ao arquivamento do projeto de lei do Deputado Federal, Pr. Marco Feliciano, que se encontra tramitando no Congresso Nacional e que visa o ensino do criacionismo nas escolas.
Ocorre que o referido projeto não diz respeito ao ensino do criacionismo nos termos aqui definidos, mas ao ensino de partes da Bíblia, em especial, da narrativa bíblica da criação. Projeto semelhante já havia sido suscitado no Rio de Janeiro, anos atrás, na gestão da governadora Rosinha Garotinho. Seria interessante que políticos se reportassem às organizações criacionistas em busca de uma assessoria especializada para evitar a construção de projetos sobre temas que eles mesmos desconhecem.
Em um dos capítulos desta série também mostramos que é um equívoco de muitos cientistas considerar que um agente externo ao universo seria totalmente não investigável. Esse diagnóstico é, em grande parte, verdadeiro, principalmente se este agente se mantiver a maior parte do tempo fora do nosso alcance ou por não dispormos dos recursos para uma observação direta. Entretanto, se ele interagir com o nosso mundo, suas ações deixariam marcas, rastros que poderiam ser identificados e que serão a evidência de sua existência, revelando-nos pelo menos uma boa parte de suas características.
Mostramos, ainda, que o passado não é totalmente investigável e que dezenas de relatos apresentados pelos cientistas acerca de momentos críticos da história do universo e da vida, que incluem a origem do universo, da vida, das espécies de seres vivos não passam de mera fantasia da imaginação. A verdade a esse respeito é que o passado pertence mais à História do que à Ciência.
Pelas mesmas razões que apresentamos no tópico anterior, é óbvio que o passado, por ter deixado marcas na natureza, pode ser estudado, investigado. Os fósseis, as formações geológicas são algumas dessas marcas. Há, entretanto, todo um conjunto de particularidades acerca do passado que não pode ser objeto de uma avaliação por parte da Ciência. Isto é verdade não só a respeito do passado mais remoto, como também acerca do passado mais recente. Que experimento científico, por exemplo, poderia nos dizer o que aconteceu de singular na sala ao lado, no momento em que este material estava sendo produzido?
Para encerrar esta série, lançamos o desafio para que você examine de modo mais detido e consciente a massa de informações produzidas pelo criacionismo. Muitos dos que aceitaram esse desafio tornaram-se criacionistas. Alguns deles são cientistas de renome internacional, eram evolucionistas, e hoje advogam o criacionismo como o modelo que realmente explica as origens do universo e da vida.
O desafio está lançado. Agora é a sua vez de se posicionar!
EPÍLOGO
Como dissemos antes . . .
Não há, da parte da ABPC, nenhuma intenção de captação de recursos com este projeto. Por este motivo, esperando contar com sua colaboração no sentido de ter este material distribuído em sua região a professores do primeiro e do segundo grau, bem como a professores universitários, quando for o caso, cedemos nossos direitos autorais e autorizamos a duplicação deste material, inclusive para impressão em jornais e revistas, exposição em sites e veiculação através de emails na internet, desde que esta operação seja realizada na íntegra. Fica vedada a distribuição de capítulos isolados.
Para o download no formato texto, em pdf, envie um email para This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.. No corpo da mensagem coloque nome completo, cidade e endereço de email. Em subject ou assunto coloque a palavra "Resgate". Nós, então, lhe enviaremos toda a orientação para esse fim.
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Sobre o autor: O Prof. Christiano é professor universitário, pós-graduado em Ciências pela University of London. Ao longo de seus anos de magistério, foi professor de três importantes universidades brasileiras, tendo sido sua última colocação a Universidade Federal de Viçosa, em MG. Atualmente é membro da Igreja Batista do Barro Preto, em Belo Horizonte. Profissionalmente, o Prof. Christiano é presidente da ABPC - Associação Brasileira de Pesquisa da Criação, ministério criacionista para o qual foi chamado na década de 70.
P.S. - Para receber, por email, as newsletters gratuitas da ABPC, envie email para This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it., No subject, coloque a palavra "Newsletters" e, no corpo de mensagem, seu nome, endereço de email e sua cidade..
