6 E sobre a origem da vida?

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    A discussão sobre as origens tem como palco o passado mais remoto do nosso planeta ou do universo. Neste caso, precisamos reconhecer que os argumentos utilizados terão, forçosamente que incluir, além de elementos próprios da Ciência, conjecturas, interpretações dos rastros que tais acontecimentos possam ter deixado na natureza.

    A Ciência moderna escolheu o naturalismo como seu alicerce básico, entendendo que o universo é toda a nossa realidade. Este pressuposto determinou a conclusão de que todos os fenômenos da natureza podem ser explicados naturalmente. O problema é que não dispomos da menor comprovação de que este seja o cenário correto e isto significa correr o risco de produzir explicações que não correspondem à realidade dos fatos, explicando naturalmente o que possivelmente não pode ser explicado desse modo.

    Em nosso último parágrafo, o verbo "escolher" foi bem colocado porque não há como provar cientificamente que o naturalismo é a visão de mundo correta. Curiosamente, sem a menor preocupação de coerência, muitos evolucionistas expressam restrição ao criacionismo porque, segundo eles, trata-se de uma visão de mundo e, como tal, não pode ser considerado ciência. Vai entender!

    A verdade é que ninguém pode dizer, por certo, o que ocorreu no passado mais remoto das nossas origens, mas todos podemos avaliar se as explicações dadas são alicerçadas em fatos e, principalmente, se foram desenvolvidas com a devida isenção. Esta observação é muito importante porque, assim como o criacionismo tem forte apelo a quem professa uma religião, o evolucionismo também exerce forte atração aos que professam o ateísmo.

    Temos certeza de que, avaliadas com a devida isenção, as explicações criacionistas da separação dos continentes e da origem do universo que apresentamos em capítulos anteriores são muito superiores às correspondentes explicações produzidas pelos evolucionistas.
     

    E sobre a origem da vida? O que podemos dizer?

    Um ponto muito interessante a respeito do universo é que toda a matéria de que ele se compõe é formada a partir de átomos de diferentes tipos. Os átomos são entidades que têm um núcleo formado a partir de prótons (elementos com carga positiva) e nêutrons (elementos com carga neutra). À volta de seus núcleos encontram-se os elétrons (elementos com carga negativa). Tudo no universo é formado a partir de átomos, incluindo os seres vivos e, mais particularmente, todos nós, seres humanos.

    Para os evolucionistas, situados no contexto do naturalismo, não lhes restou outra alternativa que não explicar a origem da vida através de um processo casuístico em que os átomos, ligando-se livremente uns aos outros, um dia teriam logrado uma combinação unicelular capaz de se auto-replicar e que teria sido o primeiro ser vivo sobre a face da Terra.
     
    Esta hipótese ficou conhecida na história como hipótese de Oparin e Haldane por ter sido trazida à cena pelos cientistas Aleksandr Ivanovich Oparin (1894-1980) e John Burdon Sanderson Haldane (1892-1964). Destacamos, entretanto, o fato de que tal hipótese é uma consequência imediata da visão de mundo naturalista que, repetimos, foi abraçada pelos evolucionistas sem qualquer evidência ou comprovação científica.

    Em 1953, os cientistas Stanley Miller e Harold Urey, da Universidade de Chicago, se propuseram a testar a hipótese de Oparin-Haldane e realizaram uma experiência que ficou conhecida como experiência Urey-Miller, colocando, em um balão de vidro, metano, amônia, hidrogênio e vapor de água. Eles, então, submeteram a mistura a aquecimento prolongado e descargas elétricas, na expectativa de que assim fossem formados elementos que integram os seres vivos.

    Por que esse aparato e essas condições? Porque sabiam que no mundo de hoje este experimento não lograria obter resultados positivos: o oxigênio cuidaria de destruir qualquer aglutinação de átomos que viesse a ser formada. Como resultado, Miller e Urey obtiveram alguns poucos aminoácidos, todos impróprios para a vida, e cujas ligações entre os átomos correspondentes foram desfeitas logo em seguida.

    A experiência, por seus parcos resultados, dificilmente poderia ter sido considerada bem sucedida e, significativamente, nunca mais foi repetida. Para chegar a uma proteína precisaríamos de aminoácidos bem específicos, dezenas deles, uma reação para cada ligação e, quando lográssemos construir uma proteína, ainda estaríamos demasiadamente longe de um ser vivo.

    Aqui estamos diante de uma ideia evolucionista sobre a origem da vida que foi testada mas que não logrou ser comprovada cientificamente. Mas quem pode entender a lógica bizarra dos evolucionistas? Para eles, os paupérrimos resultados da experiência Urey-Miller, obtidos a partir de mentes privilegiadas e sofisticado aparato tecnológico bem poderiam ter ocorrido ao sabor do acaso na natureza! Qualquer matemático experiente que examinar de perto esta questão dirá que a origem da vida segundo o evolucionismo é uma impossibilidade probabilística, mesmo que tivéssemos bilhões de anos à nossa disposição.

    Na verdade, estamos diante de mais um momento crítico na história do universo, o da origem da vida, impossível de ser superado com recursos exclusivamente oriundos da natureza. Esta é mais uma evidência da existência de um agente externo ao universo e que foi capaz de organizar a vida a partir da matéria inanimada.

    Registre-se, entretanto, que criacionistas não consideram o argumento aqui desenvolvido como a prova definitiva da existência de um agente externo ao universo, numa atitude consciente da limitação que nos é imposta pelas próprias condições em que nos encontramos ao discutir o tema em pauta.

    Estamos diante de uma evidência disso, muito significativa, mas uma evidência. São os evolucionistas que, contrariando todos os pressupostos do comportamento científico, afirmam peremptoriamente que seus pontos de vista são a resposta definitiva para o enigma da origem da vida. Mas não são eles que nos acusam de ter um discurso dogmático?
     
    Profª Drª Helena Nader, como a senhora e seus pares evolucionistas podem afirmar que a origem da vida segundo os pressupostos evolucionistas seja uma teoria científica? Para usar suas palavras, ela não se ajusta à sua própria definição de Ciência, como uma teoria que pode ser testada, refutada, confrontada com a realidade por meio de observações e experiências, de tal modo que se possa verificar se suas afirmações são conforme aos fatos!

    Gostaria de ser convidado para estar presente quando a senhora, ou alguém de sua equipe, for realizar uma experiência com essas características e que comprove a origem da vida segundo os pressupostos evolucionistas. Contudo, ouso afirmar que, mesmo que o homem venha a testemunhar, em outras galáxias, num futuro distante, a transição entre o inorgânico e o orgânico, ou consiga promover essa transição em laboratório, ainda assim restará provar que, em nosso planeta, a vida teria surgido sob estas mesmas condições, e isto, já lhe digo de antemão, será uma realização virtualmente impossível.
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