5 Evidências do Criador

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    No capítulo anterior, mostramos uma interpretação criacionista da separação dos continentes, que não faz uso de argumentos teológicos. "Tudo bem" - diriam os evolucionistas - "nós não estamos aqui dizendo que todas as explicações do criacionismo tenham essa característica. Mas como explicar a existência de um agente externo ao universo?"

    Para entender esta questão, vejamos o que pensa a presidente da SBPC a esse respeito. Em recente pronunciamento, ela disse: "Os argumentos criacionistas são baseados em crenças acerca de uma entidade de fora do mundo natural e, como tal, não pode ser investigado pela ciência, que somente investiga os fenômenos que ocorrem naturalmente".

    Em princípio, essas palavras parecem fazer muito sentido mas façamos um exercício próprio da Ciência, quando imaginamos situações hipotéticas para então adentrarmos a realidade dos fatos. Imaginemos a existência de um outro universo além do nosso. Obviamente, esse outro universo não seria investigável já que, de onde estamos, só conseguimos ver partes do nosso próprio universo e sequer sabemos onde ele termina, se é que termina! Suponhamos que, nesse outro universo, existissem seres inteligentes, os quais, apesar de não poderem vir até nós, estariam habilitados a enviar raios capazes de produzir efeitos em nosso universo, artificiais ou naturais, que não poderiam ser realizados com nossos próprios recursos.

    Nesse caso, por um lado não poderíamos investigar esses seres do outro universo, não teríamos condições de saber se eles são como nós, se são de carne e osso, se sangue circula em suas veias, se é que têm veias. Entretanto, os efeitos produzidos em nosso universo pelos seus raios seriam evidência muito significativa da existência de tais seres, tornando-os parcialmente passíveis de serem investigados.

    O que estamos querendo dizer é que não temos como investigar cientificamente um agente externo ao universo, sobretudo se ele se mantiver fora dos nossos limites de observação, mas sua existência pode sim ser investigada se ele tiver praticado ações concretas que possam ser detectadas em nosso universo. É por esta via, e não por recurso ao texto bíblico, que o criacionismo caracteriza a existência de um agente externo ao nosso universo e que teria sido a sua causa.
     

    Que evidências da natureza, então, podemos apresentar da existência de um agente externo ao universo?

    Comecemos com a origem do universo! Cientistas em geral, evolucionistas em particular, afirmam que o universo começou com uma explosão por eles denominada de Big-Bang. Segundo eles, toda a matéria de que o universo se compõe estava comprimida de tal modo que, virtualmente, caberia em uma cabeça de alfinete.

    Antes de continuar, lembremos de outro pronunciamento da presidente da SBPC: "O criacionismo não é uma teoria científica, não satisfaz a condição essencial de poder ser testado, refutado, confrontado com a realidade por meio de observações e experiências, de tal modo que se possa verificar se suas afirmações são conforme aos fatos".  Então, perguntamos:

    Toda a matéria do universo comprimida em um espaço menor que uma cabeça de um alfinete; a explosão dessa matéria gerando todo o universo; isso pode ser testado? Pode ser comprovado por meio de observações e experiências? Podemos comprovar que esta é mesmo a história do início do universo? Não há nada mais reprovável do que, estando a serviço da Ciência, exigirmos de outro um comportamento que não exigimos de nós mesmos!

    Em recente artigo publicado na internet, Salvador Nogueira, um jornalista científico, reúne os cinco principais pontos que, segundo os cientistas evolucionistas, representam a prova incontestável do Big-Bang. Não vamos aqui discutir o conteúdo desse artigo mas é interessante observar que a segunda dessas provas diz respeito a uma radiação encontrada vinda de todos as direções e que, segundo esses cientistas, exatamente por causa dessa característica, seria a radiação proveniente da explosão que foi o Big-Bang.

    Ocorre que esta conclusão pressupõe um conhecimento que não temos do nosso universo. Não conhecemos todas as possíveis explicações para a origem de tal radiação. Nessas condições, fazendo Ciência de modo tão leviano, fica fácil provar cientificamente qualquer coisa, até mesmo que o evolucionismo é a correta explicação para a origem do universo e da vida.

    Mas o pior é que a explicação evolucionista da origem do universo, além de não poder ser comprovada cientificamente, não resolve o problema principal que é: de onde surgiu a matéria que, antes da suposta explosão, estava absurdamente comprimida? Nesse ponto, para quem se situa no contexto do naturalismo, isto é, para aqueles que, sem comprovação científica alguma adotam esse ponto de vista, só resta uma possibilidade: acreditar que a matéria é eterna.

    Assim, mais uma vez, perguntamos: essa suposta eternidade da matéria pode ser testada? Observada? Comprovada por meio de experiências? Obviamente, não. Além disso, a natureza aponta em outra direção: as leis da Termodinâmica nos informam que a quantidade de matéria/energia disponível é constante e que nosso universo funciona à base de conversão de energia de uma forma para a outra. Tais leis também nos informam que, à medida em que isso acontece, sempre se perde parte dessa energia sob a forma de calor, a mais degradada de todas.

    Em outras palavras, deixado à sua própria sorte, chegará o dia em que nosso universo estará virtualmente morto, com toda a energia hoje disponível transformada em energia calorífica e nenhuma conversão será mais possível. Como isto se daria em um número de anos muito grande, porém, finito, a matéria não pode ser eterna. Se fosse eterna, esse dia já teria chegado e não estaríamos aqui discutindo esta questão.

    Não sendo a matéria eterna, este problema fica sem solução no contexto do naturalismo. Supor que a matéria não existia e, do nada, em um determinado momento, passou a existir é uma impossibilidade lógica. Assim, a existência da matéria nos comunica que o naturalismo não é a visão de mundo correta, o que nos coloca diante de um agente externo ao universo, que teria sido a sua causa.
     
    A imprensa, de modo geral, bem como os cientistas evolucionistas, tem procurado caracterizar o criacionismo como anticientífico, cujos integrantes são fanáticos religiosos, dispostos a tudo para fazer prevalecer seus pontos de vista acerca das origens do universo e da vida. O que temos constatado nesta série é que os criacionistas têm estado sempre preocupados com a questão da coerência em suas explicações, procurando sempre se munir de argumentos lógicos, racionais e científicos.

    Muito objetivamente, com respeito à possibilidade da existência de um agente externo ao universo, criacionismo e evolucionismo não podem ser colocados na mesma balança. Evolucionistas excluem essa possibilidade, não porque tenham alguma comprovação científica disso, mas tão somente porque se colocaram no contexto do naturalismo, cuja máxima é que o universo é toda a nossa realidade, nada havendo além do universo. Já os criacionistas admitem essa possibilidade por causa das muitas evidências da natureza que apontam nessa direção e que refutam o naturalismo.

    Ressaltamos, aqui, o fato de que nossas limitações não nos permitem ir muito além da apresentação de evidências, ainda que significativas, da existência de um agente externo que teria sido a causa do nosso universo. Este, porém, é praticamente um ato consciente dos criacionistas, uma vez que evolucionistas sempre apresentam suas conclusões como definitivas, mesmo quando a fragilidade dessas conclusões é amplamente demonstrada.

    De resto, já dissemos antes que esta série não objetiva o conteúdo do criacionismo, mas sua defesa como estrutura de pensamento. Parte desse conteúdo, entretanto, se fará presente para ilustrar nossos pontos de vista e já estamos nos preparando para a edição de uma série de vídeos que terá um compromisso maior com a exposição desse conteúdo. Fique conosco!
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